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Bathhouses na Austrália: 6 casas que visitamos

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Um roteiro de banho por Victoria e New South Wales

Entre março e abril de 2026, visitamos bathhouses urbanas, casas termais e espaços de banho ligados a hotéis em Victoria e New South Wales. O objetivo não era fazer um ranking. Queríamos entender como a Austrália combina banho quente, sauna, imersão fria, arquitetura e convivência em formatos muito diferentes.

Este guia reúne seis visitas. São lugares que conhecemos pessoalmente, com observações e fotos do nosso acervo. Preços, horários e regras podem mudar, então confirme tudo no site oficial antes de reservar.

LugarOnde ficaFormatoVale observar
Sense of SelfCollingwood, MelbourneBathhouse urbana em galpão adaptadoIdentidade material, hammam e área de descanso
Alba Thermal Springs & SpaMornington Peninsula, VictoriaComplexo de águas termais ao ar livreEscala, paisagem e sauna voltada para o verde
Aurora Spa & BathhouseSorrento, VictoriaCasa de banho subterrânea ligada a hotelPercurso guiado, piscinas minerais e imersão fria
CapybaraSurry Hills, SydneyBathhouse urbana compactaBanho comunitário, piso aquecido e operação presente
38° The BathhouseBondi Beach, SydneyEspaço grande de banho e recuperaçãoVariedade de calor e frio, público e lotação
CommaByron Bay, New South WalesCasa pequena de banho e massagemRelação com a paisagem e arquitetura semiaberta

1. Sense of Self: a identidade mais completa

O Sense of Self ocupa um antigo galpão de tijolos em Collingwood. A sessão oficial dura duas horas e dá acesso a piscina mineral, sauna finlandesa, imersão fria, hammam e áreas de descanso. O espaço é misto e sem celular.

O que mais chamou nossa atenção foi a coerência entre marca e arquitetura. Mármore vermelho, concreto texturizado, vidro canelado e uma paleta própria aparecem desde a recepção. A entrada cria camadas de descoberta, sem revelar toda a planta de uma vez.

Recepção do Sense of Self em Collingwood, com mármore vermelho, prateleiras e paredes texturizadas

Recepção do Sense of Self. Foto: Bathhouse, março de 2026.

O lounge também faz parte do ritual. Há lugares para deitar, ler, beber água e comer pequenos lanches. Isso muda a experiência: a pessoa não circula apenas entre equipamentos, ela permanece no espaço. O hammam escuro e quase cenográfico foi outro destaque, embora a estação de esfoliação exija uma explicação melhor antes do banho.

Bom para: quem quer uma primeira experiência de bathhouse urbana, longa e bem desenhada.

Atenção: a manhã tem períodos de silêncio e a reserva é essencial. Confira as regras atuais no site.

2. Alba: águas termais em escala de destino

O Alba Thermal Springs & Spa fica em Fingal, na Mornington Peninsula. É um destino de águas geotérmicas com piscinas internas, externas e ao ar livre, além de hospedagem, restaurante e tratamentos.

O Alba não tem a escala de uma casa de bairro. É um passeio de algumas horas, com deslocamentos entre piscinas espalhadas pela paisagem. A arquitetura é monumental, mas quase sempre funcional: recepção ampla, vestiários grandes e uma sequência clara até os banhos.

Na nossa visita, a chuva mostrou a principal fragilidade de um complexo aberto. Caminhar entre piscinas ficou menos confortável, as toalhas molharam e faltaram áreas cobertas de pausa. Em compensação, a sauna seca voltada para a vegetação foi uma das melhores experiências da viagem. A vista de árvores, pássaros e movimento natural fazia o calor parecer menos fechado.

A imersão fria redonda, profunda e com escada também funcionava bem. Era possível entrar com calma ou pular, e a escada servia de apoio para permanecer na água.

Bom para: quem quer transformar o banho em parte central de uma viagem pela Mornington Peninsula.

Atenção: leve roupa de banho e garrafa de água. Em dias de chuva ou frio, planeje como manter uma toalha seca para o final.

3. Aurora: um percurso subterrâneo e silencioso

O Aurora Spa & Bathhouse fica dentro do complexo do InterContinental Sorrento. A casa de banho subterrânea reúne piscinas minerais, sauna, vapor, sala de sal e experiências frias em um percurso sugerido de calor, frio e descanso.

É um espaço grande, escuro e silencioso. Na chegada, recebemos uma orientação breve e encontramos um mapa com as temperaturas. Esse tipo de informação ajuda quem ainda não sabe montar o próprio ciclo.

O ponto mais bem resolvido foi a imersão fria retangular: entradas pelos dois lados, corrimão e relógio próximo. Parece detalhe, mas muda o uso quando várias pessoas alternam entre sauna e água fria. A esfoliação em uma ducha mais reservada também funcionou melhor do que estações expostas.

O excesso de escuridão, porém, cansou depois de algum tempo. As áreas com um pouco de luz natural eram mais agradáveis para parar. Algumas experiências tecnológicas, como a névoa fria, pareceram menos memoráveis do que os elementos simples de água, calor e apoio físico.

Bom para: quem prefere silêncio, orientação e um ambiente protegido do clima.

Atenção: o Aurora fica em Sorrento, não no centro de Melbourne. Faz mais sentido dentro de um roteiro pela península.

4. Capybara: pequena, acolhedora e muito presente

A Capybara fica em Surry Hills, Sydney. A sessão oficial de 90 minutos dá acesso a banho termal com magnésio, sauna de pedra quente, imersão fria individual, hammam e um lounge aquecido.

Fachada de vidro da Capybara em Surry Hills, Sydney

A Capybara ocupa o térreo de um prédio em Surry Hills. Foto: Bathhouse, abril de 2026.

A casa tem referências japonesas sem tentar reproduzir um onsen. Luminárias leves, cortinas, pequenos ladrilhos e espaços compartilhados criam uma atmosfera doméstica. O vestiário é misto, com cabines individuais para troca.

Dois gestos ficaram na memória. O primeiro foi o piso aquecido, onde dava para sentar ou deitar entre os banhos. O segundo foram pequenas toalhas aromáticas para apoiar na testa. São soluções simples, mas que criam uma pausa real.

A imersão fria individual também funcionou bem. Ela evita espera dentro da água, dá concentração e permite sair sem negociar espaço com outras pessoas. Durante nossa visita, a equipe circulava constantemente para limpar o piso, recolher toalhas e repor itens, algo especialmente importante em uma casa compacta.

Bom para: quem procura uma bathhouse de bairro, social e acolhedora em Sydney.

Atenção: alguns degraus e transições de piso exigem cuidado quando estão molhados.

5. 38° The Bathhouse: variedade com atmosfera de recuperação

A 38° The Bathhouse fica no subsolo de um edifício em Bondi Beach. O circuito de 90 minutos inclui piscinas quentes com magnésio, imersão fria, sauna tradicional, vapor, banheiras de gelo, suítes infravermelhas e áreas de descanso.

Reflexos de luz na água dentro da 38° The Bathhouse, em Bondi Beach

Reflexos na piscina da 38° The Bathhouse. Foto: Bathhouse, abril de 2026.

É a casa com perfil mais próximo de recuperação física entre as que visitamos. A sauna seca é grande, há bastante variedade de frio e o público tinha uma presença mais atlética. Quem vem de treino ou esporte provavelmente entende o formato imediatamente.

Nossa visita aconteceu em um horário cheio, e a lotação afetou a experiência. O acesso pelo edifício também foi pouco intuitivo, algo que o próprio site hoje explica em detalhes. A casa é escura em quase todo o percurso e tem dois níveis, então vale andar com atenção nas escadas molhadas.

Bom para: quem quer muitas opções de calor e frio perto da praia de Bondi.

Atenção: escolha o horário conforme a atmosfera desejada. A casa oferece sessões silenciosas em algumas manhãs e sessões mais sociais em outros períodos.

6. Comma: uma casa compacta aberta para a paisagem

A Comma tem unidades em Melbourne e Byron Bay. Visitamos a de Byron Bay, que combina massagem no térreo e casa de banho no andar superior.

Janela de madeira da Comma, com vista para a área de banhos e para a vegetação

Aberturas trazem luz e vegetação para a área de banho da Comma. Foto: Bathhouse, março de 2026.

O espaço é pequeno e muito bem editado. Há duas banheiras circulares, uma quente e uma fria, sauna seca, duchas de balde e uma área de esfoliação com sal. Em vez de uma sauna a vapor tradicional, a casa usa esse ambiente de pedra e água como parte contemplativa do ritual.

A melhor solução arquitetônica é a abertura horizontal para a copa das árvores. Uma parede perfurada deixa a luz entrar sem expor completamente o interior. A experiência permanece protegida, mas nunca perde contato com o lado de fora.

Quando fomos, a sessão de uma hora passou rápido. Quem quer alternar calor, frio, esfoliação e descanso precisa controlar bem o tempo. A sauna também é pequena, por isso o conforto muda conforme a lotação.

Bom para: quem vai a Byron Bay e quer ver como uma casa pequena pode criar identidade com poucos elementos.

Atenção: confirme se a unidade, o endereço e o serviço desejado estão disponíveis no dia da reserva.

Qual escolher

  • Para uma primeira bathhouse urbana: Sense of Self.
  • Para uma viagem centrada em águas termais: Alba.
  • Para silêncio e percurso guiado: Aurora.
  • Para uma casa compacta e acolhedora: Capybara.
  • Para recuperação física perto da praia: 38° The Bathhouse.
  • Para arquitetura pequena ligada à paisagem: Comma.

O que mais vale levar da Austrália não é uma estética única. É a variedade de formatos. Uma bathhouse pode ocupar um galpão urbano, o térreo de um prédio, o subsolo de um hotel ou uma paisagem termal inteira. A decisão importante é escolher que tipo de permanência, convivência e ritual o espaço quer oferecer.

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